O Ministério da Habitação de Israel anunciou neste domingo (11), quatro
dias antes do reatamento do processo de paz com os palestinos, a
construção de mais de mil casas em colônias judias nos territórios
ocupados de Jerusalém Oriental e Cisjordânia.
São 793 em assentamentos no leste de Jerusalém e 394 em grandes
colônias na Cisjordânia, que Israel que manter sob sua soberania em caso
de acordo de paz com os palestinos.
O ministro da Habitação, Uri Ariel, do partido ultradireitista e
representante dos interesses do movimento colonizador, Habait Hayehudi,
disse durante o anúncio que "nenhum país no mundo permitiria que alguém
lhe dissesse onde pode ou não construir". "Continuaremos vendendo casas e
construindo em todas as partes de Israel: no Neguev, na Galileia e no
centro para dar resposta às necessidades de moradia do povo de Israel. É
o correto por motivos tanto sionistas quanto econômicos."
>> Gideon Levy: “Israel jamais resolverá a questão palestina pela força”
Os palestinos reivindicavam há anos um compromisso por parte de Israel
de interromper a ampliação dos assentamentos para retornar com as
negociações de paz, mas depois aceitaram entrar em diálogo apenas com um
compromisso verbal extraoficial de frear o ritmo de obras e de fazê-las
nos assentamentos maiores.
O diálogo de paz, que estava paralisado desde 2010, deve começar na
próxima quarta-feira (14) em Jerusalém e será liderado pela ministra da
Justiça de Israel, Tzipi Livni, e pelo chefe negociador palestino, Saeb
Erekat.
O diplomata americano Martin Indyk será o encarregado de mediar as
conversas, que se estenderão por nove meses com encontros a cada uma ou
duas semanas em Jerusalém, Ramala, Jericó e Amã.
O jornalista e escritor israelense Gideon Levy critica a política de
expansão dos assentamentos na Cisjordânia. "A política de expansão dos
assentamentos é um erro, mas um erro que a sociedade israelense aplaude.
Infelizmente, Israel não tem uma estratégia real para a Palestina. A
estratégia é “pegue o quanto puder”, ou seja, ocupe o máximo de
territórios possível para dificultar as negociações." Para Levy, Israel
não sabe o que fazer a longo prazo com o problema palestino
fonte: revista epoca com
AGÊNCIA EFE
11/08/2013 12h33
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