domingo, 11 de agosto de 2013

Israel construirá mais de mil casas em assentamentos judaicos

 Casa em colônias judias em territórios ocupados em Jerusalém. Israel pretende construir mais mil moradias na região e na Cisjordânia (Foto: AP Photo/Bernat Armangue)

O Ministério da Habitação de Israel anunciou neste domingo (11), quatro dias antes do reatamento do processo de paz com os palestinos, a construção de mais de mil casas em colônias judias nos territórios ocupados de Jerusalém Oriental e Cisjordânia.
São 793 em assentamentos no leste de Jerusalém e 394 em grandes colônias na Cisjordânia, que Israel que manter sob sua soberania em caso de acordo de paz com os palestinos.
O ministro da Habitação, Uri Ariel, do partido ultradireitista e representante dos interesses do movimento colonizador, Habait Hayehudi, disse durante o anúncio que "nenhum país no mundo permitiria que alguém lhe dissesse onde pode ou não construir". "Continuaremos vendendo casas e construindo em todas as partes de Israel: no Neguev, na Galileia e no centro para dar resposta às necessidades de moradia do povo de Israel. É o correto por motivos tanto sionistas quanto econômicos."
>> Gideon Levy: “Israel jamais resolverá a questão palestina pela força” 
Os palestinos reivindicavam há anos um compromisso por parte de Israel de interromper a ampliação dos assentamentos para retornar com as negociações de paz, mas depois aceitaram entrar em diálogo apenas com um compromisso verbal extraoficial de frear o ritmo de obras e de fazê-las nos assentamentos maiores.
O diálogo de paz, que estava paralisado desde 2010, deve começar na próxima quarta-feira (14) em Jerusalém e será liderado pela ministra da Justiça de Israel, Tzipi Livni, e pelo chefe negociador palestino, Saeb Erekat.
O diplomata americano Martin Indyk será o encarregado de mediar as conversas, que se estenderão por nove meses com encontros a cada uma ou duas semanas em Jerusalém, Ramala, Jericó e Amã.
O  jornalista e escritor israelense Gideon Levy critica a política de expansão dos assentamentos na Cisjordânia. "A política de expansão dos assentamentos é um erro, mas um erro que a sociedade israelense aplaude. Infelizmente, Israel não tem uma estratégia real para a Palestina. A estratégia é “pegue o quanto puder”, ou seja, ocupe o máximo de territórios possível para dificultar as negociações." Para Levy, Israel não sabe o que fazer a longo prazo com o problema palestino 
 


fonte: revista epoca com
AGÊNCIA EFE
11/08/2013 12h33
NT

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