Concepção artística de uma "gigante vermelha" engolindo um planeta enquanto se expande
(Divulgação/Nasa)
Estrela é uma gigante vermelha, mais velha e nove vezes maior que o nosso Sol
Uma equipe de astrônomos conseguiu ver pela primeira vez a destruição de um planeta por uma estrela "gigantes vermelhas".
À medida que estrelas parecidas com o Sol envelhecem e seu hidrogênio
começa a se esgotar, elas se transformam em gigantes vermelhas e se
expandem, "engolindo" planetas que encontram próximos.
A estrela estudada pelos astrônomos, batizada de BD+48 740, fica a
1.800 anos-luz da Terra, é mais antiga que o Sol (que tem 4,6 bilhões de
anos) e tem um raio nove vezes maior. Os cientistas afirmam que
identificaram a morte do planeta a partir da análise de dados da estrela
e de outro planeta que foi descoberto em sua órbita.
GIGANTE VERMELHA
Estrelas convertem hidrogênio em hélio para produzir luz e radiação. Perto do fim da vida útil de uma estrela, elas exaurem o estoque de hidrogênio em seus núcleos. Enquanto a estrela entra em colapso, a pressão e a temperatura aumentam até o hélio começar a queimar. Para irradiar a energia produzida pela queima de hélio, a estrela se expande em uma gigante vermelha. Cientistas estimam que o mesmo aconteça ao Sol daqui a cinco bilhões de anos.
(Fonte: Nasa)
Estrelas convertem hidrogênio em hélio para produzir luz e radiação. Perto do fim da vida útil de uma estrela, elas exaurem o estoque de hidrogênio em seus núcleos. Enquanto a estrela entra em colapso, a pressão e a temperatura aumentam até o hélio começar a queimar. Para irradiar a energia produzida pela queima de hélio, a estrela se expande em uma gigante vermelha. Cientistas estimam que o mesmo aconteça ao Sol daqui a cinco bilhões de anos.
(Fonte: Nasa)
Proeza — "Observar um planeta prestes a ser devorado
por uma estrela é uma proeza quase improvável por causa da rapidez
comparativa do processo, mas a ocorrência de tal colisão pôde ser
deduzida a partir da forma como afeta a química estelar," disse Eva
Villaver, da Universidade Autônoma de Madri (Espanha) e participante da
equipe que identificou a destruição do planeta.
As provas da destruição do planeta foram descobertas enquanto os
cientistas usavam o telescópio Hobby-Eberly, instalado no Texas (EUA)
para estudar a estrela e procurar por planetas em volta dela.
Futuro da Terra — Aleksander Wolszczan, participante
do estudo, disse que a Terra deve sofrer o mesmo destino no futuro. Em
1992, ele foi o primeiro e primeiro astrônomo a descobrir um planeta
fora do Sistema Solar.
"Um destino semelhante aguarda os planetas do nosso sistema solar,
quando o Sol se tornar um gigante vermelho e começar a se expandir em
direção à órbita da Terra nos próximos 5 bilhões de anos", disse
Wolszczan.
Química peculiar — Segundo os cientistas, essa estrela
ainda contém uma composição química peculiar. Uma análise
espectroscópica (que verifica a estrutura química de compostos
inorgânicos) revelou que a BD+48 740 contém uma quantidade grande de
lítio, um elemento raro, criado primariamente durante o Big Bang, 14
bilhões de anos atrás.
Segundo os cientistas, o lítio é facilmente destruído em estrelas, fazendo dessa abundância na estrela algo bastante incomum.
"Teóricos identificaram apenas algumas poucas e muito especificas
circunstâncias nas quais o lítio pode ser criado em estrelas. No caso do
BD+48 740, é provável que a produção de lítio tenha sido ativada por
uma massa do tamanho de um planeta que mergulhou a estrela e depois
aqueceu enquanto a estrela o estava digerindo", disse Wolszczan.
Órbita — Outra descoberta dos astrônomos foi a órbita
extremamente elíptica de um enorme planeta descoberto perto da estrela
que é pelo menos 1,6 vez maior que Júpiter. Segundo Andrzej
Niedzielskim, outro astrônomo que participou das buscas, a órbita do
planeta é ligeiramente maior do que a de Marte em seu ponto mais
estreito e muito mais extensa em seu ponto mais distante.
"Tais órbitas são incomuns em sistemas planetários em torno de estrelas
evoluídas e, de fato, a órbita do planeta BD+48 740 é a mais elíptica
detectada até agora", disse Niedzielskim.
Como as interações gravitacionais entre planetas são responsáveis por
tais órbitas peculiares, os astrônomos suspeitam que o mergulho do
planeta “devorado” pela estrela antes dela se tornar uma gigante pode
ter dado ao planeta sobrevivente uma explosão de energia, jogando-o em
uma órbita excêntrica como se ele fosse um bumerangue.
fonte: revista veja
Nenhum comentário:
Postar um comentário