
AE
De acordo com assessores diretos, a presidente teme que o Brasil passe por vexames, como o que ocorreu na Rio+20, quando policiais federais tentaram fazer um protesto durante o evento
A presidente Dilma Rousseff decidiu privilegiar o papel das Forças
Armadas no comando da segurança dos grandes eventos que vão ocorrer no
Brasil a partir do ano que vem - Copa das Confederações, Copa do Mundo
de Futebol e Olimpíada. A intervenção ocorreu depois que Dilma formou
convicção de que na greve em curso os policiais federais agiram para
atemorizar a sociedade em aeroportos, postos de fronteira e portos.
De acordo com assessores diretos, Dilma considera absurda a forma
como os policiais federais têm agido na greve, levando a população a
constrangimentos com revistas descabidas em malas e bolsas, além de
exibição de armas em suas operações-padrão. A presidente teme ainda que o
Brasil passe por vexames, como o que ocorreu na Rio+20, quando
policiais federais tentaram fazer um protesto durante o evento.
O comando da Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos (Sesge),
subordinada ao Ministério da Justiça e dirigida por um delegado da PF,
Valdinho Jacinto Caetano, já começou a perder espaço para as Forças
Armadas. Num primeiro movimento autorizado por Dilma, o Ministério da
Defesa publicou na terça no Diário Oficial da União portaria que prevê o
redistribuição de verbas de segurança em eventos e avança nas funções
estratégicas da secretaria em favor dos comandos do Exército, Marinha e
Aeronáutica.
Manifesto
Contrários à mudança do modelo estabelecido no Decreto 7.538, que
privilegia o poder civil, os secretários estaduais de Segurança preparam
manifesto, a ser divulgado nesta quarta-feira, condenando a
militarização da segurança pública e defendendo a manutenção da Sesge
sob o comando do Ministério da Justiça e da Polícia Federal.
"A preocupação das autoridades é quanto ao legado que ficará para a
sociedade nesses Estados que sediarão os eventos", afirmou o secretário
de Segurança de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacine, que é delegado da
PF e preside o Colégio de Secretários de Segurança dos 27 Estados. Ele
teme que, com a transferência do comando e das funções da Sesge para o
âmbito da defesa, o País perca a oportunidade de melhorar seu aparato de
segurança pública.
fonte: revista istoé
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