Café: O consumo exagerado da bebida está associado a um
maior risco de morte por qualquer causa em pessoas com menos de 55 anos
(Thinkstock)
O consumo moderado de café, ou seja, de duas a três xícaras ao dia,
já foi associado a diversos benefícios à saúde, como proteger o coração
contra insuficiência cardíaca e até mesmo diminuir o risco de
Alzheimer. No entanto, isso não significa que quanto mais café uma
pessoa bebe, maior o benefício à saúde — e tampouco que o efeito da
bebida é semelhante para todos.
Um novo estudo americano mostrou que o consumo de mais do que 28
xícaras de café por semana, ou quatro por dia, está associado a um
aumento na taxa de mortalidade por qualquer causa entre pessoas com
menos de 55 anos. Segundo a pesquisa, porém, essa quantidade de café não
parece surtir efeitos negativos em pessoas mais velhas. Para os autores
do trabalho, que foi feito com mais de 40.000 indivíduos, os resultados
sugerem que pessoas mais jovens devem evitar o consumo exagerado de
café.
Coleta de dados — A nova pesquisa é amparada nos
dados de 43.727 pessoas entre 20 e 87 anos. De 1979 a 1998, elas
responderam a questionários sobre histórico de saúde e estilo de vida,
como hábitos alimentares e prática de atividade física. Todos os
participantes foram acompanhados até a morte ou durante uma média de 17
anos. Ao longo do estudo, houve 2.512 mortes, sendo que 32%
foram causadas por doenças cardiovasculares.
Segundo a pesquisa, o risco de perder a vida por qualquer causa
durante o período do estudo foi 56% maior entre homens com menos de 55
anos que ingeriam mais do que quatro xícaras de café por dia em
comparação com aqueles da mesma faixa etária que não bebiam café. Entre
as mulheres da mesma faixa etária, essa quantidade foi associada ao
dobro do risco de vida.
Os autores do estudo observaram que as pessoas que bebiam as maiores
quantidades de café também eram mais propensas a fumar e a serem mais
sedentárias, o que pode ajudar a explicar parte das conclusões.
O estudo não encontrou, porém, nenhuma relação entre o consumo de
mais do que quatro xícaras de café e um maior risco de vida entre os
participantes que tinham mais do que 55 anos. Além disso, a bebida
parece não modificar as chances de morte por doenças cardiovasculares,
nem mesmo entre os indivíduos mais jovens. "Continua existindo, porém,
um debate considerável sobre os efeitos do café para a saúde, já que
algumas pesquisas apontam para benefícios e outras, para efeitos tóxicos
da bebida", diz Carl Lavie, pesquisador do Departamento de Doenças
Cardiovasculares do Centro Médico Ochsner, nos Estados Unidos, e um dos
autores do estudo.
Os resultados dessa nova pesquisa, que foi desenvolvida na
Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, estarão presentes na
edição de outubro do periódico Mayo Clinic Proceedings
fonte: revista veja
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