sexta-feira, 27 de abril de 2012

Abiec vê oportunidade para Brasil em caso de vaca louca nos EUA



Carne



Associação acredita que país pode vender para localidades que ainda não estão presentes, como Indonésia, Coreia do Sul, Japão e Taiwan


 Abiec afirma caso de doença de vaca louca nos EUA abre a possibilidade de o Brasil entrar em
mercados em que ainda não está presente (ThinkStock)
Em entrevista à agência de notícias Reuters, o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Carne Bovina (Abiec), Antonio Camardelli, afirmou que a ocorrência de um caso de doença de vaca louca nos Estados Unidos abre a possibilidade de o Brasil entrar em mercados em que ainda não está presente. Ele cita países como Coreia do Sul, Japão, Taiwan e Indonésia, países que tradicionalmente pagam mais pela carne bovina.
"Nossa visão passa pela oportunidade de que estes países, onde o processo de abertura para o Brasil está em andamento, possam levar à entrada [do produto brasileiro] induzidos pela necessidade de abastecimento", disse  Camardelli. Ele reitera que a intenção dos exportadores brasileiros não é ocupar fatia dos EUA no mercado mundial, uma vez que as carnes americanas e brasileiras são diferentes e não concorrem no mesmo segmento.
O presidente pondera que, apesar das possibilidades que se abrem ao Brasil, um caso como o da Califórnia acaba prejudicando o setor como um todo porque fere a imagem do produto perante o consumidor.

Oportunidade - No caso da Indonésia, o país asiático suspendeu parcialmente as compras de alguns tipos de cortes de carne bovina dos EUA, e a Rússia com as notícias sobre a contaminação na Califórnia (EUA). Ele já enviou equipe técnica por duas vezes ao Brasil em 2011 e fez uma lista de propriedades habilitadas para exportar ao país. Contudo, até o momento nenhum embarque foi feito.
Importantes compradores como México, Coreia do Sul, Japão e União Europeia disseram que vão continuar importando a carne dos EUA. A JBS, maior processor de carne bovina do mundo e com forte atuação nos Estados Unidos, afirmou na quarta-feira que seus negócios não serão prejudicados pelo ocorrido.
(Com agência Reuters)

fonte: revista veja

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